A estudante de Pedagogia da Unimes Virtual, Lívia Barbati, participou da quarta edição do concurso de redações para universitários brasileiros promovido pelo jornal Folha Dirigida e pela UNESCO Brasil e classificou o seu trabalho entre os 100 melhores do total de 41.329 inscritos.
O concurso deu origem ao livro "Como vencer a pobreza e a desigualdade", uma coletânea com os 100 trabalhos selecionados, editados nos idiomas português, inglês e francês. Dentre eles, o de Lívia que presenteou a Universidade Metropolitana de Santos com um exemplar, no qual agradece a todos da Instituição pelas sementes plantadas que a auxiliaram a conquistar um lugar nas páginas do livro “onde almas nobres de outros tantos universitários brasileiros se farão ouvir em 192 outros países, movidos pela ambição de ver a miséria definitivamente banida na triste história humana.” Acompanhe a redação de Lívia abaixo:
“O mundo pede mudanças. Solidificar essas mudanças como um marco que possa transformar, em pé de igualdade, a vida de milhões de miseráveis, será indiscutivelmente o que levará os homens, nas próximas décadas, a uma verdadeira e decisiva evolução humana no sentido mais abrangente que este conceito encerra.
Não é mais possível conceber a cegueira moral que tem perpetrado durante séculos o convívio humano sem comprometimento com essa miséria permanente e injusta , que tem dizimado e estagnado a vida de milhões de irmãos que, também há séculos, imploram por nossos olhos voltados às suas mais básicas necessidades. Subjugados às mais duras penúrias, relegados à sorte, esfomeados de alimentos e de todas as benesses que uma sociedade pode e tem o direito de usufruir, essas vidas clamam pelo fim de seu interminável martírio.
Vislumbrar o fim desse triste quadro, que envergonha a muitos, talvez seja o esboço de uma grande batalha em que a principal arma seja tão somente a vontade.
Nada poderá ser feito se a vontade não for a grande estratégia a ser passada a todos que comporão o exército que terá como missão o fim desse holocausto visível e aceito, ainda no século vinte e um, por uma sociedade que se consagra civilizada e desenvolvida.
A que passos anda nossa consciência? Em que paragens a razão humana construiu seus pilares no egoísmo em contrapartida a um espírito solidário e desvinculado dos mais enraizados interesses que impedem um conviver igualitário em todas as nações da Terra? Quantos mais sucumbirão enquanto o mundo assiste passivo às cruzes que são enterradas em solos pobres, em cujo seio repousam corpos de crianças, jovens e velhos, vítimas dessa abominável cadeia destrutiva a que foram renegados? Quantas crianças ainda perecerão de fome e frio? Quantos jovens sucumbirão sonhando com um futuro de realizações e felicidade, que nunca chegará? Quantos velhos, ingratamente, “viverão” dias amargos e sem glórias, esperando apenas um olhar sensível sobre suas misérias?
A vontade, senhora absoluta de todas as ações humanas, deveria ser o cerne dessa luta possível de ser vencida. Cabe ao mundo assumir essa batalha incansavelmente e sem tréguas, até ver extinguir-se a última lágrima da face de uma dessas criaturas cuja fragilidade e existência clamam por socorro.
Não há como remediar essa ação. Os governos devem priorizar tempo e mobilizar homens a fim de que esse grande exército parta de imediato para essa luta de todos. A sociedade, em contrapartida, deverá aprender a abrir mão de privilégios para um bem comum. Só haverá vitórias nessa cruzada a favor da vida, contra o egoísmo. Lição de casa que o mundo deixou de lado e precisa retomar. Triste página da história que definitivamente precisa ser encerrada.
Um resgate santo. Um novo futuro. Uma sociedade redimida.”