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Ensino eletrônico cresce 40% este ano
Já são mais de 2 milhões de usuários no País. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, número de alunos à distância deve ultrapassar o de presenciais em 5 anos.
SÃO PAULO - O mercado de ensino eletrônico (e-learning) espera crescer até 40% este ano, melhorando ainda mais o resultado em relação ao ano passado, quando avançou 30% frente a 2004. A expectativa é que as fornecedoras de produtos e serviços de e-learning faturem R$ 635 milhões em 2006, com investimentos previstos em R$ 340 milhões. Os dados são do Portal E-Learning Brasil, organizador do congresso e do Prêmio E-learning Brasil, evento anual que discute as tendências do mercado.
Segundo o presidente, Francisco Soeltl, existem hoje cerca de 2,5 milhões de usuários de e-learning no País, sendo que 1 milhão na área acadêmica (cursos universitários) e 1,5 milhão na área corporativa (treinamento e capacitação de funcionários). Soeltl projeta que em 4 anos esse mercado movimente R$ 6 bilhões. O setor é dividido em três tipos de oferta: conteúdo, serviço e tecnologia. No Brasil os conteúdos respondem por 46%, os serviços ficam com 24% e as soluções tecnológicas com 30%.
Serviços e tecnologia
A QuickMind, empresa carioca que faturou cerca de R$ 3 milhões no ano passado e estima crescer no mínimo 40% este ano, aposta na oferta de serviços de consultoria e implementação de projetos para atingir esse objetivo. A empresa também está lançando uma nova solução baseada no conceito de objetos de aprendizagem, que basicamente é dividir o conteúdo do curso em módulos. "Isso acelera o desenvolvimento do curso e reduz custos", afirma Fábio Barcello, diretor executivo da empresa.
A Adobe também aposta nesse conceito de objetos de aprendizagem. A empresa oferece uma solução, chamada Breeze, que possibilita às empresas desenvolverem seus próprios cursos de treinamentos. Para Ellen Wagner, diretora de soluções para e-learning da companhia, o ensino eletrônico hoje é fundamental para as empresas. "As pessoas querem decidir quando e como aprender. O tempo é cada vez mais curto", afirma. O sistema custa no mínimo US$ 15 mil e mais de mil empresas nop mundo já o utilizam. No Brasil, segundo Álvaro Venegas, diretor da ENG, revenda autorizada da Adobe, sua empresa já vendeu mais de 50 licenças.
A Datasul, fabricante de softwares que faturou no primeiro trimestre de 2006 R$ 46 milhões, está oferecendo serviços e soluções de e-learning. Segundo Fabiana Kreutzfeld, responsável pela área de Marketing do segmento, a idéia de ofertar os serviços surgiu depois que a empresa implementou um sistema de e-learning e começou a receber pedidos de empresas interessadas em replicar a solução. A área de outros serviços da empresa, que inclui o e-learning, cresceu 21,5% no primeiro trimestre.
Fonte: Jornal DCI (Rodrigo Caetano) – 29/06/2006
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